Cidade Jardim

terça-feira, 9 de novembro de 2010

PEDRINHAS: REBELIÃO MAIS SANGRENTA DA HISTÓRIA DO PRESÍDIO TERMINA COM 18 MORTOS

A rebelião no anexo 3 do Complexo Penitenciário de Pedrinhas terminou por volta das 13h20min desta erça-feira, 9. O motim, que começou na manhã da última segunda-feira (8), durou cerca de 27 horas, deixando um saldo macabro de 18 pessoas mortas , conforme informações do Ministério Público do Estado.
 
Logo após a çliberação dos três últimos reféns, a Tropa de Choque da Polícia  ocupou o presídio para realizar vistoria. Três armas de fogo foram encontradas em poder dos detentos.

Segundo o Ministério Público do Maranhão, a rebelião foi causada por uma disputa de poder entre grupos dentro do presídio. Os detentos estão descontentes com a política da administração penitenciária, que está levando presidiários do interior do Maranhão para o complexo na capital. Ainda segundo o MP, o complexo, que tem capacidade para 2.000 pessoas, abriga aproximadamente 4.000 detentos.
Foto de Gilson Teixeira.Ascom/SSP-Funcionários do IML recolhem cabeças de detentos decapitados

Ao final do primeiro dia da rebelião, nove corpos foram liberados pelos detentos. Três deles estavam decapitados e nenhum tinha os órgãos genitais. Cinco agentes penitenciários ficaram como reféns durante toda a rebelião.
 
A gravidade da rebelião, com um grande números de mortos, levou o governo do Estado a solicitar reforço ao Ministério da Justiça, que enviou 31 policiais da Força Nacional de Segurança, e um negociador ao presídio. 

O motim começou depois que detentos dominaram um agente penitenciário e o fizeram de refém. O funcionário foi baleado e liberado para ser atendido. Os presos pedem maior agilidade da Justiça e ampliação do espaço carcerário para evitar a superlotação.

Essa já está sendo considerada uma das mais sangrentas rebeliões registradas no Presídio de Pedrinhas, o que põe em xeque o sistema prisional no Estado do Maranhão. É urgente que o governo acelere a construção de unidades prisionais no Estado com objetivo de sesafogar o presídio de Pedrinhas. Esse episódio mancha de sangue a administração do Secretário Aluísio Mendes. 

Fotos: O Imparcial/Imirante

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