Cidade Jardim

sexta-feira, 14 de março de 2014

LEITE CONTAMINADO: SP e PR receberam 300 mil litros de leite com soda cáustica e água oxigenada, diz MP

No Paraná, 199 mil litros foram vendidos pela marca Líder. Já em São Paulo 100 mil litros chegaram ao consumidor pela Parmalat
Também foi interceptada mais uma resfriadora que adulterava o produto com ureia e formol

FLÁVIO ILHA (EMAIL·FACEBOOK·TWITTER)
O GLOGO
Posto de resfriamento foi verificado na operação Divulgação MP-RS

PORTO ALEGRE – O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP) interceptou nesta sexta-feira mais uma resfriadora de leite que adulterava o produto com ureia e a substância cancerígena formol. A quarta etapa da Operação Leite Compen$ado cumpriu mandados de busca e apreensão em oito municípios do noroeste do estado e uma pessoa foi presa. Além disso, segundo o procurador Mauro Rockembach, responsável pela operação, cerca de 300 mil litros de leite contaminados com água oxigenada, soda cáustica e ureia e que foram processados entre os dias 13 e 14 de fevereiro foram vendidos para os mercados do Paraná e de São Paulo. As três substâncias eram usadas basicamente para mascarar a diluição da matéria-prima com água.

No Paraná, 199 mil litros foram vendidos pela marca Líder em Lobato. Já em São Paulo 100 mil litros chegaram ao consumidor em Guaratinguetá pela Parmalat. Outros 102 mil litros contaminados estavam sendo processados em uma indústria de Penápolis, mas esse lote não chegou a ser vendido.

As duas marcas flagradas pela Operação Leite Compen$ado são da empresa Lácteos Brasil (LBR), criada em 2010 com a fusão da Bom Gosto e da LeitBom. A Bom Gosto já havia sido flagrada vendendo leite adulterado na terceira etapa da operação, mas se recusou a assinar um termo de compromisso com o MP e promover um recall de seus produtos.

Em Condor, próximo a Panambi, o MP encontrou soda cáustica em um posto de resfriamento localizado na BR-154. O dono do estabelecimento O Rei do Sul, Odir Pedro Zamadei, foi detido. Em fevereiro, foram recolhidas amostras de 53 tambores de leite da propriedade de Zamadei, das quais 12 continham formol. O produtor negou as acusações.

De acordo com o MP, o leite fraudado era enviado a uma indústria de Tapejara. Para burlar a fiscalização, a matéria-prima acabou sendo comercializada em outros estados, nas unidades processadoras da empresa.

No total, seis transportadores foram flagrados na manhã desta terça-feira transportando leite adulterado nas cidades de Vitória das Missões, Panambi, Santo Augusto, Capão do Cipó, Ijuí, Bossoroca e Tupanciretã.

O posto de resfriamento de Condor já havia sido flagrado em uma das três primeiras etapas da Operação Leite Compen$ado. O promotor responsável pela investigação lamentou que novas apreensões tenham sido feitas, mesmo depois de seis prisões nas etapas anteriores.

- É inacreditável que depois de tanta responsabilização criminal essa prática continue.

A LBR ainda não se pronunciou sobre o assunto. A assessoria de imprensa da empresa disse que será divulgada uma nota com o posicionamento da companhia sobre o caso.

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